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Eu prometo... cuidar bem das minhas milhas.
É sempre bom estar de olho nas
milhas. A melhor época para usá-las
é na baixa temporada, quando fica
mais fácil trocá-las por
uma passagem. No Brasil, o melhor destino
para ir de graça é Fernando
de Noronha, devido à distância
do arquipélago dos grandes centros.
Como são muitos clubes de milhagem,
uma boa forma de controlá-las é
o site www.mileagemanager.com. Ele lembra
a data de validade das milhas e avisa
quando existem pontos suficientes para
trocá-las. Se as milhas estão
prestes a perder a validade e não
dá para tirar uma folguinha, o
jeito é repassá-las para
algum amigo querido ou uma tia solteirona.
Eu prometo... aproveitar as vantagens
do dinheiro de plástico.
Cartão de crédito não
serve mais só para limpar a consciência
do viajante perdulário. Alguns
dispõem de seguro-viagem embutido
e outros mimos. Portadores dos Visa Infinite
e Platinum, por exemplo, têm prioridade
na compra de entradas para vários
eventos pelo site www.ticketexchan
ge.com e ainda recebem de graça
os ingressos em casa. O Visa Travel Money
(www.rendimentovtm.com.br) é mais
pé no chão. Aceito em cerca
de 144 países, é um cartão
de débito, carregado em dólar,
mas com saques e compras na moeda local.
Não tem incidência de IOF
e só há cobrança
de tarifa no saque: 2,5 dólares.
Eu prometo...
criar um blog durante a minha viagem.
Em viagens mais longas, um blog é
uma maneira prática e descolada
de manter contato com amigos e parentes,
ainda mais com a profusão de cibercafés
pelo mundo. Sites como o www.blogspot.com
ou o www.blogger.com.br explicam tudo,
tintim por tintim. Outra dica: criar um
site pessoal pelo portal dos guias Lonely
Planet (www.lonelyplanet.com/travel_services).
Dá para desenhar a viagem num mapa,
armazenar até 20 fotos, escrever
impressões e criar um alerta para
os leitores sempre que atualizar. E, na
volta, em vez de um álbum, que
tal um scrapbook?
Eu prometo...
ser mais organizado.
A vida do economista Lauro Rebouças
mudou quando ele descobriu uma nova forma
de carregar seus documentos em viagens.
Ele, que sempre sai de férias com
os quatro filhos, a esposa e a sogra,
acabava carregando uma pasta gorda de
cópias dos documentos de toda a
turma. Desde o ano passado, adotou o pen
drive como solução. "É
muito prático. Carrego no bolso
e, qualquer emergência, corro ao
primeiro ciber e imprimo tudo", explica.
Trata-se de um drive portátil,
um aparelho de armazenamento de arquivos
que lembra uma chave gordinha, que pode
ser descarregado em qualquer computador
com saída USB. Antes de viajar,
é só escanear os documentos
e jogá-los na chavinha. Estão
à venda em lojas de eletrônicos,
como a Fnac, ou em sites, como o www.submarino.com.br.
O preço médio é de
65 reais.
Eu prometo...
fugiir do óbvio.
As férias podem ser bem mais que
simples deleite turístico. Que
tal uma viagem cultural? Ou conhecer um
destino exótico? Cursos não
faltam: aprender uma nova língua,
culinários e até mesmo aprender
a técnica da acupuntura com um
mestre chinês. Algumas empresas
são especialistas quando o assunto
são viagens com um quê a
mais.
Anote aí www.latitudes.com.br;
www.stb.com.br; www.gladtur.com.br; www.experimento.org.br;
www.gourmettour.com.br; www.raidho.com.br;
www.mundus.com.br.
Eu prometo...
cavar as melhores diárias nos hotéis.
Conseguir bons preços em um hotel
de Paris na época de semana da
moda é impossível. Mas é
moleza se o hotel for em São Paulo
num fim de semana, já que a cidade
vive para os negócios. As pechinchas
nos hotéis rolam nos períodos
de baixo movimento. Até dá
para encontrar diárias de 50 euros
em um cinco-estrelas na Europa no site
www.bancotel.com, e grandes barbadas em
www.hoteldesconto.com.br.
Eu prometo...
ficar ligado em tudo o que vai rolar no
destino.
Qual a graça de passar o Natal
em Nova York e não assistir ao
musical Spamalot? Agora já era:
é impossível comprar ingressos.
A saída é adquirir com muita
antecedência em sites como www.ticketmaster.com
e www.funbynet.com.br. Para as novidades
culturais mundo a fora, a boa é
o site www.whatsonwhen.com. E que tal
conciliar a data da viagem com uma grande
liquidação? No fim do inverno
e do verão, a loja mais chique
de Manhattan, a Barneys, queima seu estoque
num enorme galpão (255 West, 17th
Street). Os nova-iorquinos perdem o trabalho
para se digladearem por pares de Manolo
Blahnik e ternos Armani com 75% de desconto.
Eu prometo...
descobrir tudo sobre as companhias aéreas.
Uma maneira de economizar em viagens para
muitos destinos são os passes das
alianças de companhias aéreas.
Na One World Explorer (www.oneworldexplorer.com),
o bilhete volta ao mundo custa 3 500 dólares
para rodar cinco continentes e 3 900 para
rodar seis. O mesmo tipo de passe é
encontrado nas companhias do Skyteam (www.skyteam.com)
e Star Alliance (www.staralliance.com).
Existem também passes para uma
só região, como os da Skyteam
pela Ásia. A viagem PequimSeulTóquio
custa 750 dólares. Já o
Europe by Air (www.europebyair.com) custa
99 dólares para cada trecho e é
ideal para percorrer longas distâncias
dentro do Velho Continente. Para visitar
EUA e Europa na mesma viagem, a boa são
as tarifas triangulares. Um exemplo: o
trecho RioParis, pela American, custa
1 272 dólares, com uma uma parada
de graça em Nova York ou Miami,
na ida ou na volta.
Eu prometo...
nunca viajar sem seguro-saúde.
É sempre bom lembrar a importância
do seguro-saúde. O primeiro passo
é checar se o cartão de
crédito não tem embutido
o serviço. Caso não tenha,
alguns critérios para escolher
o plano certo entram em jogo. Proteção
a quem pratica esportes radicais é
um must em destinos de neve. Outra dica:
checar se a cobertura é completa
ou por evento, já que algumas seguradoras
trabalham com cobertura acumulativa, ou
seja, a cada imprevisto, uma quantia é
debitada da conta principal. A cobertura
completa é mais segura porque não
sofre alterações no valor.
Outro ponto: desde o começo do
ano, na França, todo viajante deve
comprovar uma assistência médica
com cobertura de no mínimo 30 000
euros.
Eu prometo...
surpreender.
Nas próximas férias, quem
sabe escolher um destino jamais visitado?
Ou ir para Paris e não subir na
Torre Eiffel ou Roma e esnobar o Coliseu?
Que tal aceitar, em caso de over booking,
aqueles 500 dólares da companhia
aérea e ficar mais uma noite no
destino? Excesso de resoluções
também pode fazer mal. Viajar é
aprender a ser livre.
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